
O chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito disse que pretende
pedir ao Museu Britânico que entregue a Pedra de Rosetta ao seu país.
A
antiga pedra foi a chave para decifrar hieróglifos das tumbas dos
faraós egípcios e é uma das seis relíquias que o chefe arqueólogo do
Egito, Zahi Hawass, quer recuperar de museus do mundo todo.
"Ainda não escrevi para o Museu Britânico, mas o farei. Direi a eles
que precisamos que a Pedra de Rosetta volte ao Egito para sempre", disse
Hawass à Reuters.
"O
Museu Britânico tem centenas de milhares de artefatos, tanto em seu
porão quanto em exposição. Eu preciso de apenas uma peça, a Pedra de
Rosetta. É um ícone da nossa identidade egípcia e ela deve ficar no
Egito".
A
Pedra de Rosetta foi desenterrada pelo exército de Napoleão em 1799 e
data de 196 a.C. Tornou-se propriedade britânica depois da derrota de
Napoleão, sob o Tratado de Alexandria de 1801.
Zahi Hawass
Hawass,
que já foi comparado ao personagem Indiana Jones por conta de seu
estilo exagerado, inclui na lista de relíquias que deseja ver de volta
ao Egito o busto de Nefertiti, no Neues Museum de Berlim; uma estátua do
arquiteto Hemiunu do Roemer-Pelizaeus Museum, em Hildesheim, na
Alemanha; o zodíaco retirado do Templo de Dendera, exposto no Louvre, em
Paris; o busto de Ankhaf, do Museu de Belas Artes de Boston, nos EUA; e
uma estátua de Ramsés 2º, no Museo Egizio em Turim, na Itália.
A
Pedra de Rosetta, que tem inscrições em hieróglifo, demótico e grego,
está no Museu Britânico desde 1802 e é a peça central da coleção de arte
egípcia da instituição, atraindo milhões de visitantes por ano.
O Museu Britânico disse em comunicado que sua coleção deve permanecer intacta, mas que consideraria um empréstimo para o Egito.
Fonte: Folha Online


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