As obras de duplicação da BR 101 estão revelando um acervo arqueológico surpreendente no Nordeste.
Desde o início das escavações, em 2005, entre os Estados de Sergipe e Rio Grande do Norte, já foram localizados 165 sítios históricos e pré-históricos, além de outras 10 ocorrências arqueológicas.
Entre o material encontrado no Nordeste estão vestígios de tribos, vilas e peças produzidas por índios que viveram na região antes e depois da chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500.
Todo o material histórico é coletado e posteriormente analisado pelo Laboratório de Arqueologia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).
Desde o início das escavações, em 2005, entre os Estados de Sergipe e Rio Grande do Norte, já foram localizados 165 sítios históricos e pré-históricos, além de outras 10 ocorrências arqueológicas.
Entre o material encontrado no Nordeste estão vestígios de tribos, vilas e peças produzidas por índios que viveram na região antes e depois da chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500.
Todo o material histórico é coletado e posteriormente analisado pelo Laboratório de Arqueologia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).
Desde
2002, uma portaria do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional) inclui a necessidade de uma licença arqueológica
antes de qualquer obra de grande porte, como é o caso da duplicação da
rodovia federal.
A
catalogação dos dados já foi concluída no trecho que vai de Natal (RN)
a Palmares (PE), faltando ainda a análise dos dados. Já em Alagoas e
Sergipe, a fase de coletas teve início em dezembro de 2009, enquanto a
busca na Bahia deve começar nos próximos meses.
Pernambuco
é o Estado com maior número de achados arqueológicos: foram 101 sítios
encontrados. Na Paraíba, foram 25 registros, o mesmo número de
Alagoas, que ainda está em fase inicial de coleta de material.
O
Rio Grande do Norte teve 16 sítios encontrados, enquanto Sergipe
registrou, até agora, oito sítios com ocorrências arqueológicas.
“Todos
os achados são extremamente relevantes, pois sempre trazem algo de
novo para o conhecimento de grupos que viveram no passado, sejam eles
anteriores ao descobrimento do Brasil ou posteriores”, explicou o
professor da UFPE e coordenador geral da pesquisa arqueológica da BR 101
no trecho RN-BA, Marcos Albuquerque.
O
professor explica que todo o material é encontrado antes que as
máquinas iniciem as obras. Segundo ele, os sítios arqueológicos
encontrados são divididos por período: pré-histórico (antes do
descobrimento do Brasil) e histórico (que vão do descobrimento até o
século 20).
Albuquerque conta que os achados apontam para tribos indígenas com características próprias e que viveram na região há séculos.
“Os sítios pré-históricos encontrados são de grupos de agricultores da tradição cultural Tupiguarani.
Estes
grupos tinham na mandioca seu alimento básico e produziam cerâmica. Já
os sítios históricos podem ser vilas, povoados, igrejas etc..
Normalmente eles apresentam cerâmica de origem inglesa”, disse.
O professor de arqueologia explica que a cultura desses índios possui outras características peculiares.
“Eles
enterram seus mortos em urnas funerárias em cerâmica, moravam em
aldeias compostas de varias ocas e passavam em torno de seis anos em
cada local e migravam”, assegurou.
Quando
concluída a análise dos dados, o material deve ser reenviado para os
Estados de origem - caso eles demonstrem condições de guardar os
achados históricos.
"O Iphan é quem determina a guarda legal deste material. Nós temos um laboratório móvel que se desloca para a área de maior necessidade e, quando estacionado, abre para receber visitas ao material.
Normalmente em todos os municípios trabalhados fazemos um trabalho de educação patrimonial em colégios, instituições etc.", explicou o arqueologista.
"O Iphan é quem determina a guarda legal deste material. Nós temos um laboratório móvel que se desloca para a área de maior necessidade e, quando estacionado, abre para receber visitas ao material.
Normalmente em todos os municípios trabalhados fazemos um trabalho de educação patrimonial em colégios, instituições etc.", explicou o arqueologista.
Obras na rodovia
Segundo
o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o
trecho entre Natal (RN) e Palmares (PE) ainda está em obras e deve ser
inaugurado ainda neste ano. “A exceção [é] do contorno de Recife [que
já está duplicado].
Até dezembro,
dos 335 km em obras, 83 km de pistas duplas já estavam liberadas ao
tráfego. A previsão para conclusão de todo trecho é dezembro deste
ano”, disse o órgão, em nota ao UOL Notícias.
Ainda
segundo o órgão, as obras no trecho Alagoas-Bahia ainda aguardam a
licença de instalação, que é fornecida pelo Ibama. “A previsão é de que
a licença seja emitida até março”, afirmou.
O Dnit assegura que todos os cuidados estão sendo tomados para garantir a preservação do sítios históricos.
“Os
estudos e ações não só preservam como também localizam e salvam os
sítios. Isso ocorre em todas as obras de duplicação executadas pelo
Governo Federal.
Na duplicação
da BR-101 em Santa Catarina, por exemplo, o gerenciamento ambiental das
obras garantiu a localização e salvamento dos sítios arqueológicos,
citados por pesquisadores dos anos 60, cuja localização exata ninguém
sabia”, informou o texto.
Saiba mais sobre o material encontrado entre Sergipe e o Rio Grande do Norte
122 sítios históricos;26 sítios pré-históricos;
17 sítios históricos e pré-históricos;
9 ocorrências históricas;
1 ocorrência pré-histórica
Fonte: UOL




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