
A suposta sala de jantar giratória, com diâmetro de 16 metros, repousava sobre um pilar de 4 metros de largura.
Nero não foi apenas um imperador romano; ele também pode ter sido o inventor do restaurante giratório. Arqueólogos apresentaram, nesta terça-feira, 29, o extravagante salão de jantares de Nero, um espaço circular que girava dia e noite para impressionar os convidados do imperador.
Nero não foi apenas um imperador romano; ele também pode ter sido o inventor do restaurante giratório. Arqueólogos apresentaram, nesta terça-feira, 29, o extravagante salão de jantares de Nero, um espaço circular que girava dia e noite para impressionar os convidados do imperador.
O
cômodo, parte do Palácio Dourado de Nero, uma residência luxuosa
construída no primeiro século da era comum, parece ter sido construído
para o entretenimento de autoridades e outras figuras importantes, disse
a arqueóloga Françoise Villedieu. O imperador reinou de 37 a 68.
A
escavação, até agora, revelou as fundações da sala, o mecanismo
giratório por baixo e parte de uma área anexa, provavelmente a cozinha.
"Isso
não se compara a nada que conheçamos da arquitetura romana antiga",
disse Françoise a jornalistas que visitaram a escavação.
Ela
disse que a localização da descoberta, no topo do Monte Palatino, a
estrutura giratória e referências a ela em antigas biografias de Nero
tornam a atribuição ao imperador muito provável.
Arqueóloga explica descoberta diante do pilar que sustentava a sala giratória. Domenico Stinellis/AP
A
estrutura parcialmente escavada é parte da residência suntuosa, também
conhecida por seu nome latino, Domus Aurea, que se ergueu sobre as
ruínas do incêndio que destruiu Roma em 64.
A
suposta sala de jantar giratória, com diâmetro superior a 16 metros,
repousava sobre um pilar de 4 metros de largura e quatro mecanismos
esféricos que, provavelmente com a energia de água corrente, faziam
girar a estrutura.
O
biógrafo e historiador latino Suetônio, que produziu biografias de 12
governantes romanos, refere-se à sala de jantar como um lugar que girava
"dia e noite, acompanhando o ritmo do céu".
Angelo
Bottini, a principal autoridade do governo de Roma para assuntos
arqueológicos, disse que o teto da estrutura giratória pode ter sido o
descrito por Suetônio, que relatou painéis de marfim que deslizavam para
derramar flores e perfume sobre os convidados.
Descrito
por Suetônio como um dos governantes mais cruéis, depravados e
megalomaníacos de Roma, Nero não desfrutou por muito tempo do Palácio
Dourado. A obra foi completada no ano 68, o mesmo em que o imperador
cometeu suicídio, em meio a um a revolta.
Fonte: Estadão


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