




Escavações encontraram túmulos com cerca de mil anos de idade; restos mortais tinham metais preciosos.
Um
cemitério pré-colombiano de pessoas de destaque na sociedade com entre
700 e mil anos de antiguidade foi encontrado no Parque Arqueológico El
Caño, que fica na província de Coclé, no centro do Panamá.
Os
arqueólogos encontraram seis túmulos, das quais foram escavadas
quatro, onde estavam depositados 25 restos mortais. "O maior tem uns
cincos metros de comprimento por 3,5 de largura, e nele há pelo menos 25
corpos, um deles aparentemente de uma pessoa muito importante, porque
estava coberto de ouro e cobre, com artefatos feitos de ossos de
animais e pedras", relatam os arqueólogos.
As
escavações começaram em 2006, numa área de 5 mil metros quadrados, mas
os primeiros achados só foram registrados em 2008 e 2009. Os
arqueólogos encontraram primeiro restos carbonizados das estruturas de
madeira que cobriam alguns dos túmulos e, no ano seguinte, foram
encontrados os restos do enterro de um bebê.
"Sabíamos
que tínhamos algo grande nas mãos em função das leituras e da
documentação dos sítios similares, como o Sítio Conte, que era um
cemitério de chefes ou de pessoas da alta sociedade", dizem os
especialistas. Sítio Conte, também na província de Coclé, foi explorado
por arqueólogos americanos em 1940 e fica a 2,5 quilômetros ao sul do
Rio Grande, área onde está El Caño.
Os
arqueólogos afirmaram que as peças estão em processo de análise para
investigar a relação entre sitio Conte e El Caño, porque os restos
encontrados nos dois lugares são da mesma época.
"Pensávamos
que sitio Conte era um local excepcional e que El Caño era uma área
onde se coordenavam atividades econômicas, sociais e política, ou um
centro de cerimônias", dizem os especialistas.
O
cemitério encontrado em El Caño foi utilizado durante aproximadamente
300 anos e, ainda que não se saiba com precisão que grupo ou sociedade
ocuparam a área, acredita-se que foi um grupo cuja identidade pode ser
rastreada no Panamá entre o Golfo de Montijo, na província de Veraguas,
e a cidade do Panamá, a partir do ano 150 depois de Cristo até a
conquista dos espanhóis.
"Não
conhecemos o nome desse grupo e talvez não o conheçamos, mas seus
sinais e identidade são as que estão enterradas nos sítios
arqueológicos desse período, na região central do Panamá.
A descoberta será reportagem de capa da revista National Geographic para América Latina em janeiro de 2012.
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