Acredita-se que muralha de 7,9 metros de altura seja parte de passagem protegida construída pelos cananeus.
Escavações arqueológicas em Jerusalém encontraram uma muralha de 3.700 anos que é o exemplo mais antigo de antigas fortificações já encontrado na cidade, informaram funcionários israelenses nesta quarta-feira, 2.
Acredita-se
que muralha de 7,9 metros de altura seja parte de uma passagem
protegida construída pelos cananeus a partir de uma fortaleza no topo de
um monte até uma nascente próxima, que era a única fonte de água da
cidade e era vulnerável a saqueadores.
Trata-se
da primeira descoberta de uma grande construção feita antes dos tempos
de Herodes, o governador que estava por trás de numerosos projetos
monumentais da cidade 2 mil anos atrás.
Além
disso, mostra que a Jerusalém de meados da Idade do Bronze tinha uma
população capaz de realizar projetos de construção complexos, disse
Ronny Reich, diretor de escavações e professor de arqueologia da
Universidade de Haifa.
As
muralhas são do século 17 antes de Cristo, quando Jerusalém era um
pequeno e fortificado enclave controlado pelos cananeus, um dos povos
que segundo a Bíblia viveu na Terra Santa antes da conquista hebraica. O
bíblico rei Davi teria reinado sete séculos mais tarde.
Um pequeno pedaço da muralha havia sido descoberto em 1909, mas os escavadores chegaram a uma parte que mede 240 metros.
Reich
acredita que há ainda mais a ser escavado, mas disse que contenções de
orçamento, relacionados à crise financeira global, encerraram a
escavação, pelo menos por enquanto.
"A muralha é enorme e sobreviveu 3.700 anos, o que, mesmo para nós, é um longo tempo", disse Reich.
É incrível que uma fortificação deste tipo não tenha se desmanchado por projetos de construção posteriores, disse ele.
Pesquisas
arqueológicas no local conhecido como Cidade de Davi, do lado de fora
dos muros da cidade velha, está no centro da luta pelo controle da
cidade.
O
sítio arqueológico, um dos mais ricos num país cheio de relíquias
antigas, está localizado no meio de uma bairro palestino em Jerusalém
Oriental.
As
escavações da Cidade de Davi são financiadas pela Elad, uma organização
de assentamentos judaicos que também compra residências palestinas e
leva famílias judaicas para o bairro.
Palestinos
e israelenses dizem que a arqueologia está sendo usada como ferramenta
política para cimentar o controle judaico sobre partes de Jerusalém que
os palestinos querem como a capital de seu futuro Estado.
Israel
tomou a área árabe de Jerusalém na guerra de 1967 e rapidamente anexou
Jerusalém Oriental e declarou toda a cidade como sua capital.
Fonte: Estadão

Nenhum comentário:
Postar um comentário