


Objetivo é entender procedimentos empregados por povos indígenas que viveram na América no século 16.
A
metalurgia do ouro na América pré-colombiana atingiu níveis de
excelência técnica e artística, mas sabe-se muito pouco sobre os
procedimentos empregados para fabricar e montar peças.
Por
isso, um projeto internacional do Conselho Superior de Investigações
Científicas da Espanha (CSIC) vai utilizar os últimos avanços em
técnicas para estudar duzentos objetos vindos da Costa Rica e 123 peças
que formam o Tesouro dos Quimbaya, armazenados no Museu da América de
Madri.
Os
Quimbaya eram tribos que ocupavam a foz do rio Cauca no sudoeste
colombiano durante o século XVI. Essas tribos, con economia baseada na
agricultura, eram organizadas em pequenos grupos, de umas 200 pessoas,
dirigidas por um chefe ou cacique responsável pela distribuição da
riqueza.
"O
cacique acumulava tesouros que eram a expressão de seu status e os
exibia diante do povo. A metalurgia, especialmente a do ouro, era uma
tecnologia associada ao poder", explica a pesquisadora Alicia Perea, do
CSIC.
Os
principais objetos são recipientes em forma de homem e de mulher que
eram empregados para misturar folhas de coca e cal para o consumo em
cerimônias e em urnas funerárias.
De fato, o conjunto de objetos, encontrado em 1891, é parte de um conjunto funerário de dois túmulos no Departamento de Quindío.
O estudo do conjunto será feito a partir da análise dos objetos com técnicas não destrutivas, como a microscopia eletrônica.
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