
O
mausoléu, em Roma, da família Scipioni, à qual pertenceu o ilustre
general Cipião, o Africano, (em latim Publius Cornelius Scipio
Africanus), célebre pela atuação durante as guerras púnicas, nas quais
derrotou o invasor Aníbal de Cartago, no século III a. C. será aberta ao
público no dia 27 de dezembro, depois de permanecer 20 anos fechada. A
reforma do local, descoberto por acaso em 1780, custou 1,3 milhão de
euros (R$ 3,1 milhões).
A batalha
de Zama (que alguns historiadores chamam de "Batalha de Waterloo" da
antiguidade), foi um feito que rendeu a Cipião a alcunha de Africanus.
O
monumento funerário, composto por uma série de galerias subterrâneas
de 2 m de altura, com elegantes sarcófagos, está localizado junto à
Porta di San Sebastiano, a algumas centenas de metros das Termas de
Caracalla, um dos locais mais fascinantes da parte histórica de Roma.
A construção, que possuía na entrada um imponente edificio de
colunas, foi iniciada pelo cônsul romano Lucius Cornelius Scipion
Barbato.
O general Cipião, o
Africano, foi o único que conseguiu derrotar Aníbal durante a Segunda
Guerra Púnica, depois da invasão da Itália pelos exércitos
cartagineses.
No entanto, a elegância do local traz um dado surpreendente: Cipião, o Africano, não foi enterrado aí.
Acusado
de ter recebido suborno, deixou Roma e não voltou nunca mais. Diz-se
que passou seus últimos dias dedicado a uma plantação em sua
propriedade de Litermum (perto de Nápoles), e que antes de morrer pediu
que seu corpo ficasse aí, não na Roma ingrata.
Seu pedido foi atendido e seu túmulo ainda existia em Litermum, segundo o historiador romano Tito Livio.
"Pátria
ingrata, não te deixarei nem meus ossos", dizia seu epitáfio. "Aqui se
respira História", comentou Rita Volpe, arqueóloga responsável pelo
monumento, em Roma, cercado de ciprestes e pinheiros.
"Estudamos as guerras púnicas no colégio e aqui estão enterrados quase todos seus protagonistas", comentou ela à AFP.
O túmulo foi descoberto por acaso, em 1780, por dois religiosos,
proprietários de um vinhedo. Os trabalhos recentes de restauração, no
valor de 1,3 milhão de euros, foram financiados pela prefeitura e
começaram em 2008.
A zona
arqueológica foi fechada em 1992, devido às más condições do terreno e o
risco de desabamentos. Estende-se por mais de 2 mil m², até a região
de Appia Antica.
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