Sítio tem cerca de mil anos, diz pesquisador do Iepa. No local, foram encontradas peças de cerâmica com formas humanas.
Uma equipe de arqueólogos descobriu dois poços funerários com vasos de cerâmica num sítio em Calçoene, no norte do Amapá. O local já era conhecido desde 2006 por causa de círculos de pedra que foram encontrados sobre o solo.
Uma equipe de arqueólogos descobriu dois poços funerários com vasos de cerâmica num sítio em Calçoene, no norte do Amapá. O local já era conhecido desde 2006 por causa de círculos de pedra que foram encontrados sobre o solo.
Agora,
no entanto, o grupo liderado por João Saldanha e Mariana
Cabral, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do
Amapá (Iepa) explorou o que havia sob as grandes placas rochosas
depositadas no local.
Saldanha
explica que os poços têm cerca de mil anos e que os vasos
encontrados são surpreendentes porque têm formas humanas, como
as cerâmicas encontradas pelo célebre pesquisador Emílio Goeldi
no século XIX na região do Cunani.
Arqueólogos trabalham em Calçoene, no norte do Amapá. (Foto: Divulgação)
O povo que cavou os poços tinha por hábito descarnar e separar os ossos de seus mortos, colocando-os em grupos separados nas urnas funerárias acomodadas em câmaras laterais ao buraco principal no solo. Os círculos de grandes pedras sobre o solo caracterizam que o local tinha função religiosa.
De acordo com Saldanha, há atualmente na região do Oiapoque índios que têm modo semelhante de sepultamento, mas não está claro se seriam descendentes do povo que viveu em Calçoene.
Fonte: globo.com

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