Almirante chinês Zheng He teria chegado a Malindi, na costa africana, em viagem realizada em 1418.
A China e o Quênia planejam realizar uma busca por antigos navios chineses naufragados na costa da África há 600 anos.
Um
acordo para o projeto, de três anos e financiado pelo Ministério do
Comércio da China, para a exploração das águas nas cidades turísticas de
Malindi e Lamu, foi assinado, informa a agência de notícias oficial
chinesa, Xinhua.
O
trabalho de exploração será conduzido por três meses a cada ano, com o
primeiro grupo de arqueólogos chineses esperado para julho.
Acredita-se
que os navios afundados eram parte de uma grande frota liderada pelo
almirante Zheng He, da dinastia Ming. Ele teria chegado a Malindi em
1418. O folclore queniano fala de marinheiros chineses naufragados na
área e casando-se com mulheres africanas.
Entre
1405 e 1433, Zheng He comandou armadas de dezenas de juncos e milhares
de marinheiros em viagens para promover o comércio e o reconhecimento
da dinastia, que havia chegado ao poder em 1368.
As
sete viagens de Zheng marcaram o ápice do poderio chinês. Mas os
governantes logo perderam interesse no mundo para além das fronteiras
da China e cancelaram o programa de exploração mais de 50 anos antes de
Colombo chegar à América.
Fonte: Estadão

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