
A princesa Eadgyth foi casada com o imperador alemão Otto e era adorada pelos súditos.
Ela era uma linda princesa inglesa que se casou com um dos homens mais poderosos da Europa e encantou os súditos com seu charme pessoal e seu pendor para a caridade.
Ela era uma linda princesa inglesa que se casou com um dos homens mais poderosos da Europa e encantou os súditos com seu charme pessoal e seu pendor para a caridade.
Agora,
uma equipe internacional de cientistas diz ter descoberto o corpo da
princesa Eadgyth (Edith), uma nobre do século 10 que foi comparada á
princesa Diana.
"Ela
era uma pessoa muito, muito popular", disse o arqueólogo Mark Horton,
da Universidade de Bristol. "Ela era uma espécie de Diana da época,
pode-se dizer... bonita e cheia de boas obras".
Horton
faz parte da equipe de especialistas que trabalha para confirmar a
identidade dos ossos encontrados, envoltos em seda, na Catedral de
Magdeburg, na Alemanha.
Se
o esqueleto for formalmente identificado como o de Eadgyth, ele
passaria a ser o mais antigo corpo de um membro de família real
britânica já descoberto.
Ossos de
reis antigos, do período anglo-saxão, mantidos na Catedral de Winchester
estão tão misturados que não há esperança de identificar um indivíduo
entre eles.
"Se
o esqueleto estiver intacto, então, sim, seriam os restos mais antigos
já identificados da Inglaterra anglo-saxã", disse Simon Keyes,
historiador da Universidade de Cambridge.
O
esqueleto foi descoberto como parte de um projeto de pesquisa mais
amplo na Catedral de Marburg. Acreditava-se há tempos que o monumento do
século 16 que guardava os ossos estivesse vazio.
Quando
os arqueólogos abriram a peça em 2008, descobriram o caixão de chumbo
com o nome da princesa e um esqueleto quase completo, embalado em seda.
Horton
disse que o esqueleto pertence a uma mulher que morreu entre 30 e 40
anos de idade. Mas há dúvida sobre se seria mesmo da princesa:
historiadores creem que o corpo de Eadgyth foi deslocado várias vezes,
uma prática comum na Idade Média, quando se tratava de santos ou da
realeza.
É possível que os ossos tenham sido trocados durante uma dessas mudanças, afirma ele.
Testes
serão realizados para determinar a idade dos ossos e da onde eles vêm,
incluindo análises dos isótopos de estrôncio - uma técnica que determina
os tipos desse elemento presentes na composição do esmalte dos dentes, e
pode permitir determinar onde uma pessoa cresceu.
Eadgyth
cresceu no início do século 10, um período no qual seu meio-irmão, o
rei Athelstan, assumiu o poder em toda a Inglaterra e usou as irmãs para
forjar alianças com potências estrangeiras.
"Ele
é bem conhecido por ter tido um monte de meias-irmãs, e por tê-las
feito casar com as casas reais do resto do mundo conhecido na época",
disse Keyes. Eadgyth foi enviada ao duque Otto da Saxônia, que viria a
ser o primeiro governante do Sacro Império Romano.
Keynes
não gostou, a princípio, da comparação entre Eadgyth e Diana, mas ao
reler as crônicas da época encontrou referências à princesa medieval
como "resplandecente com charme maravilhoso e postura real", e "a
opinião pública é unânime em considerá-la a melhor de todas as mulheres
do nosso tempo".
"Agora
que me lembro disso, o que posso dizer?", declarou ele. "Ela certamente
desempenhava um papel para eles que a Princesa de Gales desempenhou
para muitos britânicos".
O resultado dos exames dos ossos deve sair em seis meses.
Fonte: Estadão


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