Sepulcro encontrado no sul do Mèxico mistura artefatos maias e da cultura que os sucedeu, os toltecas.
Arqueólogos mexicanos descobriram uma tumba de 1.100 anos, do período de decadência da civilização maia, e que, esperam, poderá ajudar a entender o que aconteceu com essa cultura.
O
arqueólogo Juan Yadeun disse que a tumba, e cerâmicas de uma outra
cultura encontradas dentro dela, podem revelar quem ocupava a área maia
de Tonina, no Estado de Chiapas, depois que o período clássico dos maias
começou a desaparecer.
Especialistas
mencionam guerras civis entre os maias, ou degradação ambiental, como
possíveis causas da queda da cultura, começando a partir do ano 820 da
Era Comum.
Mas
Yadeun, que supervisiona o sítio arqueológico de Tonina para o
Instituto Mexicano de Antropologia e História, disse que os artefatos da
cultura tolteca encontrados na tumba podem indicar outra explicação.
Ele disse que a tumba data de entre 840 e 900.
"Está
claro que essa é uma nova onda de ocupação, de pessoas que construíram
esta tumba no estilo tolteca", disse Yadeun. "Isto é muito interessante,
porque veremos, pelos ossos, quem essas pessoas são, depois do império
maia".
Os
toltecas eram originários das terras altas do México central, e
aparentemente expandiram sua influência para as áreas de poderio maia,
no sul.
Acredita-se que dominaram
o centro do México a partir da cidade de Tula - ao norte ad atual
Cidade do México - entre os séculos 10 e 12, antes que os astecas
atingissem proeminência.
Arqueólogos
que não estão envolvidos na escavação pediram cautela antes que se
tirem conclusões a partir de um só achado, destacando que o império maia
cobria uma grande área.

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